A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, nesta quarta-feira (14/10). O presidente da instituição, Paulo Skaf, disse que a mudança pode aumentar a “informalidade” e o preço será pago pela sociedade.“Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma ‘PEC Boca de Urna’”, disse.Segundo ele, setores como saúde, educação, transporte, supermercados e químico sofrerão impactos. “O mesmo vale para a migração ao trabalho informal, o aumento direto no boleto do condomínio e tantas outras despesas que vão pesar no bolso dos brasileiros e nos custos das empresas”, alegou.Skaf chamou, ainda, a medida de decisão “açodada” e que trará um preço alto para a sociedade. “É importante relembrar que nenhum país no mundo engessou a escala de trabalho na sua Constituição. Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade.” Leia também BrasilAlcolumbre: fim da escala 6×1 é “conquista gigante” para os trabalhadores BrasilCom fim da 6×1, indústria da construção civil defende período de transição Grande Angular6×1: “Não te disse que ia dar certo?”, diz Alcolumbre a Camilo Santana BrasilLula celebra aprovação do fim da 6×1 no Senado: “Conquista histórica” Aprovação 6×1A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — modalidade de seis dias trabalhados para um de descanso — foi aprovada na noite desta quarta-feira (14/10) em dois turnos no Senado Federal. O texto já tinha sido aprovado na Câmara e agora segue para promulgação.Nos dois turnos, 75 senadores votaram pela aprovação do texto. Apenas um, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), votou contra. Três não participaram: Rogério Marinho (PL-RN), Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC).A PEC é uma pauta prioritária para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.







