A fotografia Firing Squad in Iran foi tirada por Jahangir Razmi em 27 de agosto de 1979 e publicada no jornal Ettela'at, o mais antigo em circulação no Irã. Permaneceu anónima até 2006. Em 27 de agosto de 1979, Bahrami soube que um juiz que ele conhecia julgaria um grupo de militantes curdos no dia seguinte no aeroporto de Sanandaj. Num julgamento que durou 30 minutos, 11 presos foram acusados de tráfico de armas de fogo, assassinato e incitação a tumultos, e foram condenados à morte. Os homens foram vendados e levados para fora, até o aeródromo, onde ficaram alinhados a vários metros de seus carrascos. Razmi não foi impedido pelas forças de segurança, o que lhe permitiu ficar atrás do carrasco mais à direita e fotografar os assassinatos. Razmi entregou seus dois rolos de filme nos escritórios da Ettela'at e o editor-chefe Mohammed Heydari rapidamente decidiu começar com uma das fotografias de Razmi — aquela tirada no momento em que alguns carrascos haviam disparado e outros não — e ainda decidiu publicá-la anonimamente para proteger o fotógrafo de retaliações governamentais. A United Press International rapidamente encomendou uma cópia da imagem e a encaminhou para seus escritórios ao redor do mundo, novamente sem nome associado. Em 29 de agosto, jornais como The New York Times e The Daily Telegraph publicaram a imagem, creditando a UPI. A imagem continuou a receber atenção internacional e foi indicada pela UPI ao Prêmio Pulitzer. Sem saber o autor da fotografia, mas tendo recebido pela agência UPI, o editor-gerente Larry DeSantis enviou a imagem ao comitê do Prêmio Pulitzer creditando um fotógrafo anônimo da UPI. Então, em 14 de abril de 1980, tornou-se a única imagem anônima a ganhar o Prêmio Pulitzer.

Referências