A Media Matters for America (MMfA) ("A Mídia é Importante Para a América," em tradução livre) é uma organização jornalística sem fins lucrativos de watchdog democrático e de esquerda. Fundada em 2004 pelo jornalista e ativista político David Brock como resposta ao conservador Media Research Center ("Centro de Pesquisa Midiática," em tradução livre), ela busca destacar a desinformação conservadora na mídia norte-americana. Seus métodos incluem a publicação de relatórios e respostas rápidas. Entre as iniciativas estão a campanha "Drop Fox", que buscou refutar as alegações da Fox News de que o jornal produz uma cobertura justa e equilibrada, e um relatório de 2023 sobre o X (antigo Twitter) que destacou o antissemitismo na plataforma após a aquisição de Elon Musk. Em julho de 2025, o The New York Times relatou que o Media Matters estava "sob ataque de Trump e Musk" como parte de sua campanha de retaliação. Após dificuldades para pagar custos jurídicos, a organização diminuiu as críticas, reduziu a equipe e cogitou fechar completamente.

Visão geral da organização

Fundação A Media Matters for America foi fundada em maio de 2004 por David Brock, um jornalista previamente conservador. Brock afirmou que um objetivo central do grupo seria monitorar jornalistas e veículos de comunicação em busca de declarações conservadoras enganosas e, em seguida, sinalizá-las. Ele argumentou que grupos de conservadores já vinham fazendo jornalismo watchdog e, como resultado, empurrava jornalistas Mainstream, a mídia tradicional e a política americana para a direita. Brock fundou o grupo com a ajuda do Center for American Progress.

Financiamento Em 2004, a MMfA começou com a ajuda de US$ 2 milhões em doações. Naquele ano, o grupo recebeu o apoio da Democracy Alliance, organização que proporciona uma rede de indivíduos filantrópicos, sindicatos e fundações que desejam investir em iniciativas políticas. Muitos membros ricos da Aliança declararam apoio e doaram diretamente para a MMfA. Em 2010, George Soros doou US$ 1 milhão para a MMfA, citando preocupações de que a "retórica amotinadora dos apresentadores da Fox News possa incitar a violência". Em uma entrevista à CNN em 2014, David Brock disse que as contribuições de Soros eram "menos de 10%" do orçamento da Media Matters.

Equipe No início de sua formação, John Podesta (ex-chefe de gabinete do presidente Bill Clinton) cedeu espaço para o Media Matters no Center for American Progress, think tank democrata fundado por Podesta em 2002. Hillary Clinton aconselhou o Media Matters em seus estágios iniciais, acreditando que os progressistas deveriam seguir os conservadores na formação de think tanks e grupos de defesa para apoiar seus objetivos políticos. De acordo com o The New York Times, o Media Matters "ajudou a estabelecer a base" da campanha presidencial de Hillary Clinton em 2016. A Media Matters contratou vários dos profissionais políticos mais conhecidos que trabalharam para políticos democratas e grupos progressistas. Em 2004, a National Review mencionou funcionários da MMfA que trabalharam recentemente nas campanhas presidenciais de John Edwards e Wesley Clark, para o congressista Barney Frank e para o Comitê de Campanha Democrata do Congresso. Eric E. Burns foi presidente da MMfA até 2011. Burns foi sucedido por Matt Butler e, em 2013, por Bradley Beychok. No final de 2016, Angelo Carusone substituiu Beychok como presidente da MMfA. Sob a liderança de Carusone, o foco da organização mudou para a extrema-direita, teorias da conspiração e notícias falsas. Em 2014, a equipe da Media Matters votou pela sua adesão ao Sindicato Internacional dos Empregados de Serviços (SEIU). Inicialmente, a administração da Media Matters recusou-se a reconhecer o sindicato por meio de um processo de verificação de assinaturas, exercendo, em vez disso, seu direito de forçar uma eleição sindical, o que atrasou o processo até julho, quando a votação foi favorável à sindicalização. Em maio de 2024, uma dúzia de funcionários da Media Matters foram demitidos em meio a uma série de processos e investigações feitos por Elon Musk e procuradores-gerais republicanos.

Iniciativas

Pesquisa inicial A Media Matters analisa fontes de notícias norte-americanas, desde redes e canais até sites, incluindo NBC, ABC, CBS, PBS, CNN, MSNBC, CNBC, One America News Network, Breitbart e Fox News, além de programas de rádio conservadores. Suas técnicas incluem análise de conteúdo, verificação de fatos, monitoramento e comparação de citações ou apresentações de figuras da mídia com documentos primários, como relatórios do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO). A partir de 2006, a Media Matters for America publicou uma série de estudos que documentam que os republicanos e conservadores superavam em número os democratas e progressistas nas participações como convidados em noticiários televisivos. Em 12 de setembro de 2007, a Media Matters publicou um estudo abrangendo 1.377 jornais dos EUA e dos 201 colunistas políticos sindicados que esses jornais publicam regularmente. A Media Matters escreveu: "Em jornal após jornal, estado após estado e região após região, os colunistas conservadores sindicados recebem mais espaço do que seus colegas progressistas." John Diaz, editor do San Francisco Chronicle, alertou que os colunistas de cidades pequenas tendem significativamente à direita, o que, em sua opinião, poderia explicar a inclinação à direita dos colunistas, mesmo que a tendência não se mantenha nos jornais com maior número de leitores.

"Desinformador do Ano" Uma seção anual do site Media Matters é o título "Desinformador do Ano", concedido ao jornalista, comentarista ou rede que, segundo a Media Matters, foi responsável pelo maior número de erros ou afirmações factuais. Entre os vencedores anteriores estão Rupert Murdoch, Sean Hannity, Glenn Beck, Mark Zuckerberg e Steve Bannon.

Iniciativa de Talentos Progressistas A iniciativa visa treinar comentaristas liberais já no meio de sua carreira em habilidades de mídia, como a de entrevistar na TV, através de treinamentos intensivos de quatro dias.

Rede de Ação Media Matters Em 2010, David Brock fundou a Media Matters Action Network, uma organização sem fins lucrativos tipo 501(c)(4), para monitorar políticos e organizações conservadoras. Em 2009, a Media Matters Action Network lançou o site Conservative Transparency, com o objetivo de rastrear o financiamento de organizações ativistas conservadoras. A Media Matters Action Network estabeleceu o projeto Political Correction para responsabilizar políticos e grupos de defesa conservadores. Em dezembro de 2010, a Media Matters Action Network lançou o EqualityMatters.org, um site "em apoio à igualdade gay." No lançamento, o site incorporou integralmente o conteúdo da Media Matters sobre questões LGBTQ. Projetado para fornecer argumentos para ativistas e políticos liberais, Brock criou o projeto Message Matters. A Media Matters administra o site DropFox.com e trabalha para que patrocinadores e anunciantes boicotem a Fox News. Um dos alvos, a Orbitz, inicialmente chamou os esforços da Media Matters de "campanha difamatória". Em 9 de junho de 2011, após três semanas de campanhas vindo de organizações LGBTQ, a Orbitz concordou em "revisar as políticas e o processo usados para avaliar onde sua publicidade é veiculada." Em 2015, o programa formal Equality Matters foi desativado e fundido com o programa LGBTQ da Media Matters.

American Bridge 21st Century Brock estabeleceu a American Bridge 21st Century como um super PAC focado em pesquisa de oposição em 2010.

Dom Imus Em 4 de abril de 2007, Media Matters publicou um vídeo de Don Imus chamando as jogadoras do time de basquete feminino da Universidade Rutgers de "vadias de cabelo crespo", divulgo-o em um e-mail diário enviado a centenas de jornalistas. Segundo o The Wall Street Journal, os principais veículos de comunicação não mencionaram o incidente até que as objeções da Associação Nacional de Jornalistas Negros à CBS Radio resultaram em um pedido de desculpas de Imus ao vivo. A MSNBC, classificando os comentários de Imus como "racistas" e "abomináveis", suspendeu seu programa e, minutos depois, a CBS também o suspendeu. O Wall Street Journal afirmou que o pedido de desculpas de Imus "pareceu piorar a situação, com os críticos se revoltaram com o uso da expressão 'essa gente' por Imus." Entre os insatisfeitos estavam o técnico do time de Rutgers e um grupo de funcionários afro-americanos da MSNBC. Depois que a Procter & Gamble retirou seus comerciais de toda a programação diurna da MSNBC, e outros anunciantes, incluindo a General Motors e a American Express, solicitaram que a CBS cancelasse qualquer publicidade futura que tivessem comprado para o programa Imus in the Morning, a MSNBC e a CBS cancelaram o programa de Imus.

"Soldados falsos" de Rush Limbaugh Em setembro de 2007, o Media Matters noticiou que o apresentador de rádio conservador Rush Limbaugh havia dito que os veteranos da Guerra do Iraque que se opunham à guerra eram "soldados falsos". Limbaugh afirmou posteriormente que se referia apenas a um soldado, Jesse Macbeth, que alegava falsamente ter sido condecorado por bravura, mas que nunca havia entrado em combate. Limbaugh disse ter sido vítima de uma "difamação" por parte do Media Matters, que teria tirado seus comentários de contexto e os editado seletivamente. Após Limbaugh publicar o que ele afirmou ser a transcrição completa da discussão sobre os soldados falsos, o Media Matters noticiou que mais de 90 segundos foram omitidos "sem nenhuma nota ou reticências para indicar que, de fato, havia uma quebra na transcrição." Limbaugh disse à National Review que a lacuna entre a referência a "soldados falsos" e a Macbeth se devia a um atraso, já que sua equipe imprimiu uma reportagem da ABC News que abordava o que chamavam de "soldados falsos" e que suas edições na transcrição e no áudio foram feitas "por questões de espaço e relevância, não para esconder nada". A Associated Press, a CNN e a ABC noticiaram a controvérsia, enquanto o satirista político e comentarista fictício Stephen Colbert (personagem homônimo criado pelo apresentador), satirizava Limbaugh e seus defensores dizendo: "Ei, Media Matters, vocês querem acabar com o discurso ofensivo? Então parem de gravá-lo para pessoas que se sentiriam ofendidas."

Restaurante Bill O'Reilly Harlem Em outubro de 2007, o Media Matters publicar a mancheteː "Bill O'Reilly surpreso por 'não haver diferença' entre restaurante do Harlem e outros restaurantes da cidade de Nova York." O'Reilly (apresentador e comentarista) afirmou que a organização tirou de contexto seus comentários sobre um jantar agradável com Al Sharpton em um restaurante do Harlem. O'Reilly disse que o Media Matters, de forma maliciosa, pegou comentários feitos com cinco minutos de diferença e os apresentou como se fossem um só. No programa Today da NBC, o pesquisador sênior do Media Matters, Paul Waldman, disse que o Media Matters havia incluído "o áudio completo, a transcrição completa, nada foi tirado de contexto."

Insulto racial de Laura Schlessinger Em 12 de agosto de 2010, o Media Matters noticiou que a apresentadora de rádio Laura Schlessinger usou a palavra "nigger" onze vezes durante uma discussão com uma mulher afro-americana, embora não como um insulto. Schlessinger continuou a usar a palavra mesmo depois que a ouvinte se ofendeu, dizendo que achava que a mulher estava sendo muito sensível, que haviam dois pesos e duas medidas a respeito de quem podia usar a palavra. Schlessinger também disse que aqueles "hipersensíveis" em relação à cor da pele não deveriam "casar com alguém de outra raça." A ouvinte havia dito anteriormente na discussão que seu marido era branco. Schlessinger pediu desculpas pelo termo racista no dia seguinte à transmissão. Uma declaração conjunta do Media Matters e outras organizações observou que, embora Schlessinger "tenha tentado se desculpar por usar o termo racista, o discurso racista no programa vai muito além do uso de uma única palavra" e incentivou os anunciantes a boicotarem seu programa. Após a General Motors, a OnStar e o Motel 6 retirarem seus anúncios, Schlessinger disse que não renovaria seu contrato de distribuição que acabaria em dezembro de 2010. Em janeiro de 2011, seu programa continuou por rádio via satélite. Schlessinger culpou a Media Matters pelo boicote, que ela chamou de tática típica do grupo, cujo objetivo era cumprir seu "único propósito de silenciar as pessoas". Ela disse que a "ameaça de ataque aos meus anunciantes e emissoras" por violou seu direito à liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda. A Media Matters afirmou que, como o boicote não era "censura sancionada pelo governo", seus direitos da Primeira Emenda não haviam sido violados.

Campanha "Drop Fox" Durante uma entrevista em março de 2011, Brock disse que a MMfA concentraria seus esforços na Fox News e em sites conservadores selecionados. Brock descreveu uma nova estratégia como uma campanha de "guerrilha e sabotagem" e uma "guerra contra a Fox." A MMfA afirmou que a atenção à Fox News fazia parte de uma iniciativa para educar o público sobre distorções da mídia conservadora, e que A Fox era responsável pela sua proeminência. Segundo a MMfA, sua iniciativa Drop Fox fazia parte da missão educacional da organização, além de incentivar anunciantes a boicotar a emissora. A MMfA afirmou que sua intenção era mudar a Fox, e não fechá-la. Em dezembro de 2013, o então vice-presidente executivo da MMfA, Angelo Carusone, disse: "A guerra contra a Fox acabou. E não é só que acabou, mas foi muito bem-sucedida. Em grande medida, nós vencemos", alegando ter "desacreditado efetivamente o desejo da emissora de ser vista como 'justa e equilibrada'". Nessa época, Glenn Beck havia deixado a emissora e o horário de Sean Hannity foi alterado das 21h para as 22h. Outros boicotes a programas de notícias a cabo continuaram após a campanha, com o PolitiFact sugerindo que os boicotes funcionam melhor aumentando a conscientização, não impactando os resultados financeiros das empresas.

Gravações de áudio de Tucker Carlson Em março de 2019, a MMfA divulgou gravações de áudio do apresentador da Fox News, Tucker Carlson, nas quais ele fez comentários depreciativos sobre mulheres entre 2006 e 2011 no programa de rádio do polêmico radialista Bubba the Love Sponge. Entre outros comentários, Carlson chamou as leis de proteção contra estupro de "injustas", defendeu o líder da Igreja Mórmon, Warren Jeffs, que havia sido acusado de abuso sexual infantil, e chamou as mulheres de "extremamente primitivas". Depois que seus comentários foram amplamente divulgados, Carlson tuitou: "A Media Matters me pegou dizendo algo ousado em um programa de rádio há mais de uma década" e se recusou a pedir desculpas. No dia seguinte, a MMfA divulgou um segundo conjunto de gravações de áudio nas quais Carlson chamou os iraquianos de "macacos primitivos semianalfabetos" e disse que eles "não usam papel higiênico nem garfos." Carlson também sugeriu que os imigrantes nos Estados Unidos deveriam ser "bonitos" ou "muito inteligentes" e que os homens brancos "criaram a civilização." O Daily Caller, cofundado por Carlson, respondeu republicando postagens de blog feitas por Carusone. As postagens incluíam comentários depreciativos sobre travestis, judeus, pessoas do Japão e de Bangladesh. Carusone respondeu que as postagens deveriam ser uma "caricatura de como um fanfarrão de direita soaria se estivesse vivendo a minha vida" e pediu desculpas pelos comentários "nojentos".

Desinformação nas redes sociais A Media Matters analisou as publicações de Donald Trump no Facebook de 2020 e do início de 2021 e sinalizou 1/4 delas como contendo desinformação ou retórica extremista.

Antissemitismo no X (antigo Twitter) Em novembro de 2023, a Media Matters publicou uma análise indicando que anúncios de grandes empresas como a IBM estavam sendo exibidos na rede social X (anteriormente Twitter) ao lado de postagens de usuários contendo conteúdo antissemita, incluindo elogios a Adolf Hitler e a nazistas. Como resultado do estudo e de postagens recentes de Musk, várias empresas relevantes suspenderam sua publicidade na plataforma.

Processo judicial e investigações estaduais Em 20 de novembro de 2023, Elon Musk, proprietário da X Corp., entrou com uma ação judicial em um tribunal do Texas alegando que a Media Matters difamou a plataforma com a intenção de prejudicar suas receitas publicitárias. De acordo com o processo, a Media Matters "fabricou imagens mostrando anúncios na plataforma da X Corp. ao lado de conteúdo neonazista e nacionalista branco extremista", retratando falsamente a justaposição como uma ocorrência rotineira na X. A Media Matters classificou a queixa como frívola e uma tentativa de silenciar suas reportagens. Especialistas jurídicos criticaram o processo de Musk como "frívolo" ou "falso" e disseram que ele contradiz a Primeira Emenda. O juiz Reed O'Connor, em outubro de 2024, recusou os pedidos de alguns especialistas jurídicos para se afastar do caso por possuir ações da Tesla, contestando que a decisão impactaria significativamente o preço das ações da Tesla. A X Corp. foi acusada de compra de juiz ao tentar resolver todos os litígios no distrito de O'Connor. No mesmo dia em que o processo X foi instaurado, o Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, abriu uma investigação contra a Media Matters por "atividade potencialmente fraudulenta", afirmando que seu objetivo era "garantir que o público não fosse enganado pelos esquemas de organizações radicais de esquerda." Ele também incentivou outros procuradores-gerais estaduais a investigarem o grupo. A Media Matters processou Paxton em um tribunal federal dias depois, alegando que ele havia violado a Primeira Emenda para intimidar o trabalho do grupo e se envolvido em retaliação ilegal para punir o grupo. Em abril de 2024, o Juiz Amit Mehta emitiu uma liminar contra a exigência de Paxton por documentos internos do grupo. Em dezembro de 2023, o Procurador-Geral do Missouri, Andrew Bailey, abriu uma investigação semelhante contra a Media Matters. Em agosto de 2024, um juiz federal concedeu uma liminar para suspender a investigação do Missouri, afirmando que o processo estava "usando a máquina da lei para fins políticos" contra a Media Matters, contrariando os direitos da organização garantidos pela Primeira Emenda. Em junho de 2025, a Media Matters processou a Comissão Federal de Comércio (FTC), alegando que a investigação da FTC sobre a Media Matters era uma retaliação pela levantamentos da MMfA a respeito de aliados da administração Trump, incluindo a X Corp., e que a investigação violava os direitos da Primeira Emenda da Media Matters. Em julho de 2025, o The New York Times relatou que o Media Matters estava "sob ataque de Trump e Musk" como parte de sua campanha de retaliação. Com dificuldades para pagar honorários advocatícios, a MMfA reduziu suas críticas, diminuiu sua equipe e cogitou fechar completamente.

Recepção Colunistas e escritores como Paul Krugman e Molly Ivins citaram o Media Matters ou o identificaram como uma fonte útil. Em 2008, o colunista Jacques Steinberg, do The New York Times, citou David Folkenflik da NPR ao dizer que, embora o Media Matters tivesse uma inclinação partidária, ainda era uma fonte útil de pistas, em parte devido à sua ampla pesquisa. Steinberg disse que a direita já tinha veículos semelhantes buscando histórias e as fornecendo a repórteres, e que o Media Matters efetivamente preencheu uma lacuna na esquerda. Ele observa que alguns jornalistas, como Stuart Rothenberg, preferem fontes não partidárias. Um artigo de opinião de 2010 de "M.S." no blog da revista The Economist argumentou que a MMfA não tem peso entre os conservadores devido às suas criticas principalmente focarem em veículos conservadores. Alguns se opõem ao fato de a organização concentrar seus esforços na verificação de fatos de comentaristas conservadores mais do que de comentaristas liberais. O Media Matters também recebeu algumas críticas por ser muito favorável a Hillary Clinton antes e durante sua candidatura presidencial de 2016.

Ver também Ética e padrões jornalísticos Viés da mídia

Referências