Um Super El Niño pode estar chegando. Estamos preparados?

A história serve de advertência: é preciso estar preparado para os desafios que o fenômeno traz. E será que estamos? Entenda no #EstadãoExplica desta semana. Crédito: Estadão

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O El Niño continuará se intensificando até atingir o “ponto máximo” em dezembro, alertou a agência da ONU para o clima nesta quinta-feira, 7, apontando ainda que poderá ser um dos mais fortes registrados desde 1950. O fenômeno meteorológico natural vai provocar um aumento das temperaturas em grande parte do planeta, descreveu a agência no boletim mensal sobre o clima global; o impacto deve agravar os efeitos das mudanças climáticas causadas pela humanidade.

“É provável que isso leve a temperaturas acima da média em grande parte do planeta e altere os padrões de precipitação, um cenário no qual aumentaria o risco de secas e inundações em diversas regiões”, aponta o documento.

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O atual El Niño também já produz efeitos em diferentes partes do mundo e agrava a seca na América Central, com impactos sobre plantações e animais.

Em uma vista aérea, prosseguem os trabalhos de um projeto de reposição de areia ao longo de um trecho da costa do Oceano Pacífico que sofreu o processo de erosão, em 7 de outubro de 2026, em Oceanside, Califórnia. O surgimento do fenômeno El Niño e uma temporada ativa de furacões no Pacífico estão causando erosão costeira significativa e perda de areia nas praias do sul da Califórnia, com especialistas alertando que a situação pode se agravar. Foto: Mario Tama/Getty Images via AFP

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Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño está ganhando força e, entre outubro e dezembro deste ano, pode elevar as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical a níveis sem precedentes. A entidade já estima em quase 100% a probabilidade de o fenômeno persistir até fevereiro de 2027.
Entre junho e agosto, a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial, região central do fenômeno, subiu de 1,6°C para 2,5°C. A previsão é de que a anomalia chegue a 3,7°C entre outubro e dezembro, superando o recorde de 2,6°C registrado na ocorrência de 2015 a 2016.
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O fenômeno, detalha a agência, não produz calor adicional, mas libera para a atmosfera parte do calor armazenado no oceano, que já apresenta temperaturas recordes. /AFP
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