Franz Gerhard Werner Rosenberg, provavelmente nascido somente "Franz Rosenberg" mais conhecido posteriormente por seus múltiplos nomes e identidades alternativas como Werner Sonnenberg (Não confundir com o homônimo que foi um dos construtores do Setor Sul e professor universitário), Franz Rosen ou Francisco Gonçalves da Costa e Geraldo Gonçalves da Costa, entre outros nomes que teria utilizado (Por volta de 1899, Áustria – Ceres, Goiás, c. 1957?), foi um engenheiro agrônomo, cientista, urbanista, sanitarista, militar austro-brasileiro, reconhecido por seu papel no planejamento e desenvolvimento urbano de Goiânia. Também foi SS-Oberscharführer da Leibstandarte SS Adolf Hitler, membro da Luftwaffe e membro da Sociedade Ahnenerbe, tendo atuado tanto na Frente Oriental quanto na Frente Ocidental durante a Segunda Guerra Mundial.
Biografia Franz "Gerhard Werner" Rosenberg nasceu no final da década de 1890 na Áustria, em uma família de classe alta e culta de origem Germano Báltica. Ainda no início do século 20, em idade muito tenra imigrou com os pais e irmãos para o Brasil, estabelecendo-se inicialmente em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde seus parentes da Família Rosenberg estariam estabelecidos há décadas assim como no interior de Minas Gerais e de São Paulo, porém no inicio da adolescência, Franz teria se estabelecido sozinho em Catalão. Desde a infância, demonstrou profundo interesse pelo espiritualismo e ocultismo germânico, estudando obras como o Livro de São Cipriano e textos kardecistas e teosóficos. Seus pais, também simpatizantes dessas tradições e crenças ocultistas, influenciaram diretamente sua formação filosófica e visão de mundo. Em meados de 1914, teve seu casamento arranjado com Anna Amélia da Costa, sua prima, natural de Catalão, filha de Manoel Gonçalves da Costa e Emília Rosenberg. Anna Amélia, então com 12 ou 13 anos, resistiu inicialmente à união, mas o casamento foi oficializado no dia de seu aniversário. O casal teve quatro filhos: Vergolina, Lázaro, Geraldo e Olavo. A família descrita como muito abastada, manteve posição de prestígio regional durante a juventude do casal. No final de 1927, seu parente distante Alfred Rosenberg, ideólogo do Partido Nazista (NSDAP), convidou Gerhard a retornar à Alemanha para integrar o movimento nacional-socialista. Deixou o Brasil mantendo apoio financeiro à família e fixou-se em Berlim, onde ingressou na Universidade Humboldt, obtendo formação em engenharia agronômica com ênfase em ciências do solo e saneamento rural. Durante sua estadia em Berlim, aprofundou-se também em higiene pública, epidemiologia, saneamento urbano e nutrição aplicada, completando cursos técnicos oferecidos pelo Institut für Hygiene und Rassenkunde, especializado em higiene racial e eugenia. Nessa fase, tornou-se oficialmente sanitarista, título reconhecido na Alemanha por sua dupla formação — técnica e médica — voltada à organização sanitária e à saúde pública rural. A formação sanitarista de Sonnenberg refletia o espírito científico e ideológico da época: unia biologia aplicada, engenharia sanitária e medicina preventiva à ideologia racial do regime. Ele se destacou em projetos experimentais de colonização agrícola e reestruturação sanitária de vilas operárias, onde aplicava princípios de higiene, nutrição e controle de doenças infecciosas, mas também na área de higiene racial, aplicada pelo regime, alinhando ciência e doutrina política. Em 1927, logo quando chegou ingressou também nas SS e na guarda pessoal de Adolf Hitler, e em 1933 foi incorporado à Leibstandarte SS Adolf Hitler, sendo promovido a Oberscharführer. No mesmo ano, tornou-se membro da Sociedade Ahnenerbe, organização pseudocientífica da SS dedicada ao estudo das origens arianas, arqueologia e antropologia germânica.
Teria servido de 1934 á 1935 na Luftwaffe alcançando a patente de 2° tenente, antes de retornar á Leibstandart, algo incomum no período, já que raramente ás SS interagiam desta forma com outras alas militares do regime.
Como membro técnico da Ahnenerbe, Rosenberg participou de expedições ao Brasil, incluindo uma viagem ao Espírito Santo (1936) e outra à Amazônia (Expedição Jari, 1937), com o propósito de investigar a possível presença de povos arianos primitivos nas Américas. Nessas ocasiões, visitou brevemente sua família em Catalão antes de retornar à Alemanha, junto a sua esposa Anna Amélia, que ficará somente alguns meses e retornará ao Brasil. Teria estado no início de 1939, por um certo período em Nova York também em missão ordenada pelo regime, embora não se saiba o objetivo ao certo. Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como engenheiro agrônomo, sanitarista e oficial técnico da SS, integrando projetos estratégicos de planejamento agrícola e sanitário em territórios ocupados. Na Frente Oriental, esteve envolvido na reorganização de áreas rurais sob o Generalplan Ost, plano que previa a colonização e germanização do leste europeu.
Sua atuação incluía o planejamento de assentamentos agrícolas modelo, análise de solos e adaptação de culturas ao clima local, implementação de sistemas de irrigação e saneamento, controle de epidemias e logística alimentar para tropas e colonos alemães. Além disso, coordenava equipes técnicas e administrativas, supervisionando trabalhadores locais e elaborando relatórios científicos e sanitários detalhados para as divisões da SS ligadas à Ahnenerbe.
Posteriormente, foi deslocado para a Frente Ocidental, onde exerceu funções semelhantes voltadas à infraestrutura sanitária e controle de recursos agrícolas, além de sua atuação na área antropologica e eugenista do regime, papel já exercido anteriormente no leste europeu, em regiões costeiras da França ocupada, Países Baixos e Belgica. Teria permanecido atuando para o regime em múltiplas áreas até a rendição incondicional em 1945, onde se encontrava no território americano ocupado na Áustria como confirmado pelos arquivos do governo americano, onde uma propriedade que lhe pertenceria é devolvida á antiga proprietária judia. Devido á seu conhecimento intelectual foi mantido preso prestando serviços técnicos ao governo americano e posteriormente ao britânico. Teria vivido assim até o final da década de 1940, quando mais de cinquenta oficiais alemães foram transferidos para o Brasil, em um acordo entre o governo de Goiás e o Reino Unido para integrar ex-oficiais alemães a projetos de urbanização. A maioria desses técnicos pertencia à Wehrmacht, mas Sonnenberg foi uma exceção, sendo ex-oficial da SS. Porém é possível que tenha chegado posterior á isto recebendo ajuda de outros oficiais chegados neste contexto. Em Goiás, passou a usar por vezes o pseudonimo de Werner Sonnenberg, um homônimo urbanista alemão nascido na Namibia que já residia em Goiânia há anos e que trabalhou em projetos de construção civil e saneamento, destacando-se na edificação do Setor Jaó e, em 1948, no planejamento do Setor Sul, ao lado de Armando de Godoy (consultor técnico) e sob supervisão de Jerônimo Coimbra Bueno (superintendente geral), ele utilizava múltiplos pseudonimos e identidades no intuito de ofuscar qualquer atenção sobre ele, por isso fontes frequentemente confundem os homônimos, apesar de deter de proteção da CIA, do MI6 e do governo goiano. Em 1952, com o fim das principais obras, grande parte dos técnicos alemães foi transferida. Permaneceram em Goiás apenas Werner Sonnenberg (ele, não confundir com o homônimo), Otto Hoffmann e Paul Boetcher. Rosenberg retornou a Ceres, reassumindo a identidade de Francisco Gonçalves da Costa embora também usasse de vários outros nomes alternativos como Geraldo, dentre outros, reencontrando sua família e ocultando completamente sua origem alemã. Por falar português fluentemente dês de a primeira infância e adotar modos locais, nunca foi identificado publicamente. Faleceu por volta de 1957, em Ceres, Goiás, Brasil.
Referências