Mimosa splendida é uma pequena árvore em forma de candelabro, da América do Sul, pertencente à família Fabaceae (ex Leguminosae); uma rara espécie de planta endêmica do estado de Goiás, na região central do Brasil, em habitat de cerrado, vegetando em campos rupestres de encostas.
Descoberta e redescoberta Trata-se de uma espécie pouco conhecida do gênero Mimosa, com mais de 500 espécies e sendo o segundo maior gênero, em número de espécies, da flora do Brasil; redescoberta na Chapada dos Veadeiros no ano 2000ː 105 anos após o seu único registro, em 1895, pelo naturalista francês Auguste Glaziou, na mesma região, sendo descrita por Rupert Charles Barneby, em 1991 (nas Memoirs of the New York Botanical Garden. 65: 421; o espécime Glaziou 21088, no passado, citado como M. pyrrhopila Harms ex Glaziou (nomen nudum) numa lista de suas coleções, publicada em 1906); um botânico cujas principais áreas de especialização eram as Leguminosae e as Menispermaceae. Os espécimes desta redescoberta no final do século XX, feita por Marcelo F. Simon e Marina F. Amaral e publicada no Brazilian Journal of Botany. 26 (1), em 2003, foram primordialmente depositados no Herbário da Universidade de Brasília (UnB).
Descrição Mimosa splendida é uma pequena árvore em forma de candelabro dotada de flores rosas com a característica forma das flores do gênero Mimosa; suas mudas primeiro crescendo lateralmente, uma estratégia de crescimento que pode estar relacionada à prevenção de danos por fogo no cerrado, até atingirem aproximadamente 12 centímetros de altura e, posteriormente, sendo aptas para a reprodução com 30 centímetros de altura; atingindo mais de 3 metros em seu crescimento vertical quando bem desenvolvidas; sendo uma planta dotada de folhas aglomeradas no topo de seus ramos; o seu caule densamente coberto por estípulas persistentes em forma de pequenas setas, com um indumento muito fino revestindo pecíolos, pedúnculos e estípulas; os seus frutos sendo vagens valvares que secam para liberar as sementes, em número de 1 a 4 quando presentes.
Habitat Mimosa splendida cresce em encostas rochosas com litossolos (solos pouco desenvolvidos, encontrados em relevos acidentados e secos, com forte presença da rocha matriz) bem drenados e rasos (derivados de arenito), presente em "campo rupestre" ou "cerrado rupestre" junto com outras árvores e arbustos e cujas ervas principais pertencem às famílias Gramineae e Cyperaceae, tendo, esta espécie, uma distribuição geográfica muito restrita, apesar de seu hábito conspícuo e densidade local relativamente alta em seu habitat.
Referências